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Casal morto: polícia descarta envolvimento de motorista que levou suspeita

Polícia Civil descartou envolvimento do motorista de aplicativo que transportou a diarista Paola Stefany após latrocínio de casal em BH. Saiba detalhes.

Por GrudanaWeb 03 de Julho de 2026, 14:15 📖 3 min de leitura
Casal morto: polícia descarta envolvimento de motorista que levou suspeita

A Polícia Civil descartou nesta sexta-feira (3) o envolvimento do motorista de aplicativo que transportou a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, após o latrocínio de um casal de idosos em Belo Horizonte. A mulher foi presa na quinta-feira (2) como principal suspeita da morte do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da esposa dele, a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76.

Imagens de câmeras de segurança mostram Paola saindo do prédio das vítimas, no bairro São Pedro, na última segunda-feira (29). Ela jogou uma blusa suja de sangue em uma caçamba e, em seguida, entrou em um veículo. O motorista, que trabalha como motorista de aplicativo, comprovou que realizava outras corridas no mesmo dia.

Depoimento do motorista

Segundo o delegado Gustavo Barletta, o homem reconheceu a diarista como passageira durante o depoimento. As investigações indicam que ele estava parado próximo a um shopping, aguardando corridas, quando Paola se aproximou e pediu para ser levada até a Praça Sete, oferecendo R$ 30 pela viagem.

Ainda de acordo com o delegado, durante o trajeto, a suspeita ofereceu dois pares de tênis ao motorista — possivelmente das vítimas. Ao chegar ao destino, ela pagou com uma nota de R$ 50 e dispensou o troco. "Ele vai dar o troco e ela fala que não precisa, que está tudo certo, agradece, e assim se encerra o relacionamento profissional que ele teve com ela naquele momento", explicou Barletta.

O crime e a prisão

Os idosos foram mortos na segunda-feira (29), e o corpo foi encontrado pelo filho no dia seguinte. Após ser presa, Paola confessou ter dopado as vítimas com quatro comprimidos de um medicamento de uso pessoal antes de atacá-las com uma faca da própria casa. Ela roubou relógios, joias e celulares, vendidos no Centro de Belo Horizonte por R$ 3,3 mil.

A defesa da suspeita informou que apresentará os argumentos no momento oportuno do processo. A Polícia Civil segue investigando se a diarista agiu sozinha.

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