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Perder esse menino é uma dor: assistente social relata caso de bebê morto com sinais de abuso

Assistente social e equipe da UPA Zona Oeste de Sorocaba prestaram depoimento à comissão de vereadores sobre atendimento ao bebê Miguel, morto três meses depois com sinais de espancamento.

Por GrudanaWeb 02 de Julho de 2026, 19:45 📖 3 min de leitura
Perder esse menino é uma dor: assistente social relata caso de bebê morto com sinais de abuso

Uma assistente social da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Zona Oeste de Sorocaba (SP) afirmou, em depoimento a uma comissão especial da Câmara Municipal, que “perder esse menino é uma dor”, ao relembrar o atendimento ao bebê Miguel Franco Silva, de 1 ano, que morreu em 1º de junho de 2026 com sinais de espancamento e abuso sexual.

O depoimento ocorreu na quinta-feira (2), durante os trabalhos da comissão que investiga a conduta do Conselho Tutelar da cidade. Miguel havia sido atendido na mesma unidade três meses antes da morte, em 24 de fevereiro de 2026.

Depoimentos apontam hematoma e falta de higiene

Segundo os profissionais que estavam na UPA naquela data, a criança apresentava sinais de falta de higiene e um hematoma na testa. Uma enfermeira que atendeu Miguel contou que a mãe do bebê, Gabrielly Franco Garcia, chegou ao local alegando que o filho estava com fimose inflamada. A profissional notou inflamação, assaduras e uma mancha roxa na testa.

“Ele estava com a testa meio roxinha, e no meu relato eu coloquei que ela [a criança] não estava tão bem cuidada como uma criança deveria ser... Eu perguntei ao padrasto sobre as manchinhas na testa e ele falou que era porque tinham um pit bull que pulou na criança. Eu achei estranho e acionamos a assistente social”, relatou a enfermeira.

O caso foi notificado ao Conselho Tutelar na ocasião. A mãe e o padrasto de Miguel, Rafael Luis Alves Júnior, de 21 anos, são réus por homicídio qualificado.

Investigação apura falhas na rede de proteção

A comissão de vereadores de Sorocaba também descobriu que Miguel foi encaminhado ao hospital Gpaci na data do primeiro atendimento, e planeja ouvir a equipe médica daquela unidade. Os parlamentares identificaram falhas de comunicação entre os serviços de saúde e o Conselho Tutelar. O relatório final da comissão está previsto para agosto.

Além da assistente social, participaram da reunião quatro técnicos de enfermagem, o coordenador administrativo da UPA Zona Oeste e uma médica pediatra da unidade. A identidade dos profissionais foi preservada por segurança.

A polícia investiga o caso.

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