Mais de 900 pessoas foram presas nesta terça-feira (30) durante protestos anti-imigração que ocorreram por toda a África do Sul, segundo balanço divulgado pela polícia local nesta quarta-feira (1º).
Tebello Mosikili, vice-comissário da polícia nacional, disse em coletiva de imprensa que, das 120 marchas registradas pelo país, 108 foram pacíficas e 12 necessitaram da intervenção das forças de segurança devido a distúrbios.
Detidos e acusações
Alguns dos detidos eram imigrantes indocumentados, presos por violarem as leis de imigração, enquanto outros foram presos por violência pública, abrigarem imigrantes ilegais e por roubo.
Mosikili afirmou que reforços policiais foram enviados para cinco das nove províncias do país durante a noite para responder a incidentes isolados de saques e criminalidade. Soldados foram enviados ao bairro de Hillbrow, em Joanesburgo, para apoiar a polícia.
Contexto dos protestos
Os protestos desta terça marcaram o fim do prazo para que os estrangeiros sem documentos deixassem o território. Milhares de pessoas de outros países africanos já haviam fugido da África do Sul antes do prazo, quando lojas fecharam e trabalhadores estrangeiros ficaram em casa.
Pelo menos quatro pessoas foram mortas e milhares de estrangeiros foram expulsos de suas casas. Outros viram seus negócios e propriedades vandalizados.
A líder do movimento antimigrante afirmou que o grupo vai organizar marchas semanais até que seus objetivos sejam alcançados. “Nos próximos seis meses, pedimos que nossos recursos nacionais sejam utilizados para expulsar os imigrantes ilegais deste país. De prédio em prédio, eles precisam ir embora”, disse Jacinta Ngobese, líder do grupo “March and March”, na cidade portuária de Durban.
Políticos têm sido acusados de se aliarem à xenofobia para conquistar votos nas eleições locais previstas para novembro.
