Familiares dos 62 mortos no acidente do voo 2283 da Voepass, em agosto de 2024, se reuniram com agentes da Polícia Federal em Campinas nesta terça-feira (30). Eles tiveram acesso à gravação da cabine da aeronave armazenada na caixa-preta e ao último laudo pericial da investigação.
Reunião com a PF revela detalhes da investigação
De acordo com o advogado Luciano Katarinhuk, representante da Associação dos Familiares das Vítimas do Voo 2283, a reunião foi marcada por emoção e trouxe novidades sobre o caso. Os investigadores apresentaram um laudo técnico com mais de 200 páginas, que embasa o encaminhamento para a conclusão do inquérito.
“Faltam alguns procedimentos, mas há a confirmação de que haverá indiciamentos. Os próximos 30 dias serão um ponto chave de virada para a finalização e encaminhamento do inquérito ao Ministério Público Federal”, afirmou o advogado à CNN Brasil.
Famílias cobram justiça e criticam negligência
Fátima Albuquerque, presidente da Associação e mãe de uma das vítimas, também se pronunciou após a reunião. “Não foi um acidente, foi uma tragédia anunciada, foi uma construção de negligência”, disse.
Segundo Katarinhuk, o laudo pericial e as provas já produzidas apontam para uma imputação “muito clara” dos responsáveis por autorizar o voo do ATR 72-500. “Aquele voo não deveria estar voando. Por que ele estava voando? Existe responsabilidade de quem colocou esse avião para voar”, declarou.
A Polícia Federal continua as investigações para finalizar o inquérito e encaminhá-lo ao Ministério Público Federal.
